Apesar de neutro, o número 30 vem sendo, por misteriosas razões, humilhado e esculachado no Brasil. Talvez tudo tenha começado quando PC Farias aumentou a sua comissão para 30% sobre as verbas públicas, porque 10% era coisa de garçom. Mais modesto, o ex-ministro Rogério Magri foi flagrado pedindo propina de 30 mil, na época da inflação galopante, em dólares.
Depois foi Roberto Jefferson detonando o mensalão e revelando que a tabela básica da quadrilha era R$30 mil por cabeça, pela causa. Na lista de propinas do bingo carioca, a Policia Federal encontrou juízes, delegados e políticos recebendo mesadas de… adivinhem quanto? Franklin Martins processou Diogo Mainardi por ofensas graves e pediu indenização pelos danos morais: R$30 mil.
Talvez a origem remota, que atravessa moedas e inflações, seja mesmo a dos 30 dinheiros de Judas. Parece mais atual do que nunca, quando Lula diz que nem Jesus governaria sem Judas, e sua tabela.
Mas o combalido 30 vai ser reabilitado na explosão de ritmo, dança, cores, alegria e sensualidade da grande arte de massa de Joãosinho Trinta, que, aos 73 anos, tem a sua vida dura e sua carreira gloriosa registradas em um belíssimo filme de Paulo Machline e Giuliano Cedroni, breve nas telas. De bônus, Joãosinho também reabilita os maranhenses, tão humilhados ultimamente pelos vexames de vocês sabem quem.
Joãosinho não é só o número um dos carnavalescos. É um dos maiores artistas brasileiros de nosso tempo, que revelou e reinventou um Brasil de sonhos e utopias, do zero ao infinito. Sua obra é nota dez.
Aos 11 anos, Joãosinho descobriu a biblioteca pública e leu compulsivamente Shakespeare, Molière, Goethe, Machado de Assis e inúmeros clássicos. Intelectual de rica formação, deu luxo e alegria ao povo, sem populismo, valorizando nossa diversidade e nossa síntese racial. Em 1989, transformou lixo em luxo e, desafiando a proibição da Igreja Católica, desfilou com o Cristo Redentor coberto de preto, cercado por centenas de mendigos sambando ao som da bateria da Beija-Flor — um dos maiores momentos da arte brasileira no século 20. Ou 30.
NELSON MOTTA
Fonte: O GLOBO

Policiais da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) fecharam, ontem, um bingo na Avenida Don Helder Câmara, número 5.229, em frente ao Norte Shopping, em Pilares. No local, funcionava também uma agência autorizada do Jóquei Club Brasileiro. A polícia só descobriu que havia jogo clandestino no estabelecimento porque tinha ido ao local verificar uma denúncia de furto de água e de luz (gato).
Ministério Público Estadual obteve na Justiça uma liminar que impede a reabertura de quatro casas de bingo em Santo André. Segundo
A 1ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) manteve, agora em caráter definitivo, decisão concedida em abril de 2008 pelo ministro Marco Aurélio em favor do ex-presidente da Associação de Bingos do Rio de Janeiro. Ele era investigado pela Polícia Federal por supostos crimes envolvendo a exploração ilegal de casas de bingo.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou, nesta quarta-feira, a denúncia contra os desembargadores Alda Basto e Nery Júnior, investigados pela Operação Têmis, iniciada em agosto de 2006, a pedido do Ministério Público Federal, no Tribunal Regional Federal da 3ª Região. Já o desembargador Roberto Haddad responderá apenas por porte ilegal de arma de fogo. Os três eram acusados de vender decisões judiciais.
Um videobingo foi fechado na tarde de hoje (22), na 710 Norte. Foram apreendidas dez máquinas caça-níqueis, todas ocupadas com clientes no momento da ação. O casal que comandava o estabelecimento foi levado para prestar depoimento na 2ª DP da Asa Norte e liberado posteriormente. Os responsáveis serão acusados por exploração de jogos de azar. A pena para este tipo de crime varia de seis meses a um ano de prisão. A casa de jogos foi descoberta depois de uma denúncia anônima.
